A chuva e o frio não atrapalharam a realização do 17º Seminário Campeiro, na manhã de sábado, 19 de março, em Santiago. Paralelo à 28ª Fecars – Festa Campeira do Rio Grande do Sul, o seminário recebeu aproximadamente 400 inscritos.
Em seu pronunciamento, o presidente do MTG, Nairo Callegaro, falou sobre a importância deste ano para os tradicionalistas, uma vez que o Movimento completa seu cinquentenário. Disse que o momento pede uma reflexão profunda sobre o legado que as antigas gerações deixaram e que é necessário honrá-lo. ‘Não podemos esquecer de onde viemos, onde começamos, e o CTG é o ponto central nesta história que construímos até o momento’. Segundo o presidente, o voluntariado deve retornar com força nas atividades do MTG, não apenas como uma forma de driblar a crise que afeta todos os setores da sociedade, mas também como forma de resgatar os valores tão defendidos pelo MTG. ‘O CTG Coxilha de Ronda foi exemplar para a realização deste evento, aportando financeiramente junto com o MTG, e à Administração Municipal só temos a agradecer pelo apoio institucional’.
Segundo o presidente, foram necessárias somente três reuniões para a realização da Fecars e do Seminário em Santiago, uma vez que se estava tratando com pessoas sérias e abnegadas. Nairo Callegaro também pediu aos presentes que o tenham como um amigo na condução das atividades do MTG e contextualizou a importância do Seminário para as futuras gerações, pois neste momento onde estão sendo gestadas as novas lideranças, tanto no CTG como nas Regiões Tradicionalistas, bem como no Conselho e Presidência do MTG.
O Vice-presidente de Esportes Campeiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Martim Guterres Damasco, conduziu as atividades do Seminário, realizando palestra e oficina de esportes campeiros.
domingo, 20 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Solenidade de abertura da Fecars evidencia o campeirismo
O Movimento Tradicionalista Gaúcho, 10ª Região Tradicionalista, Fundação Cultural Gaúcha e Prefeitura Municipal de Santiago realizaram, na manhã desta sexta-feira, 18 de março, a solenidade oficial de abertura da 28ª Fecars – Festa Campeira do Rio Grande do Sul.
Realizado na sede do CTG Coxilha de Ronda, o evento de abertura prestou homenagem às crianças laçadoras, participantes da competição Vaca Parada, que representam o futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Também houve uma homenagem especial a ao Conselheiro Benemérito da instituição, Milton dos Santos Moreira, da cidade de Butiá, pela contribuição que prestou, ao longo da vida, para a história do campeirismo e do tradicionalismo no Rio Grande do Sul. Antônio Vivaldino Bonito, presente no evento, recebeu a homenagem especial dos 50 anos do MTG.
Em seu pronunciamento, o presidente Nairo Callegaro fez um agradecimento especial aos tradicionalistas de Santiago, que foram incansáveis nas tratativas para a realização do evento na cidade. Fez menção aos sacrifícios pessoais, tão necessários, para que estivessem presentes as 30 regiões tradicionalistas no Rio Grande do Sul, revelando assim a grandeza do evento. Em seu pronunciamento também lembrou a importância dos valores maiores que o MTG preserva, cultua, e que dão a dimensão do cinquentenário da entidade, que muitas vezes é criticada, ou desconhecida, pela sociedade, mas que se sustenta em suas regras, normas e regulamentos, que são sempre analisados e discutidos nos fóruns democráticos, como o Congresso e a Convenção Tradicionalistas, realizados anualmente. Callegaro também falou que o MTG está atento às questões do mormo e GTA e que espera o apoio da Assembleia Legislativa.
Durante o evento, também fez pronunciamento o prefeito de Santiago, Júlio César Viero Ruivo, que destacou o município como um dos mais tradicionalistas do Rio Grande do Sul. Elogiou o CTG Coxilha de Ronda pela sua dedicação e organização, não medindo esforços para que a Fecars fosse realizada no município.
O evento prossegue até domingo, dia 20.
Realizado na sede do CTG Coxilha de Ronda, o evento de abertura prestou homenagem às crianças laçadoras, participantes da competição Vaca Parada, que representam o futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Também houve uma homenagem especial a ao Conselheiro Benemérito da instituição, Milton dos Santos Moreira, da cidade de Butiá, pela contribuição que prestou, ao longo da vida, para a história do campeirismo e do tradicionalismo no Rio Grande do Sul. Antônio Vivaldino Bonito, presente no evento, recebeu a homenagem especial dos 50 anos do MTG.
Em seu pronunciamento, o presidente Nairo Callegaro fez um agradecimento especial aos tradicionalistas de Santiago, que foram incansáveis nas tratativas para a realização do evento na cidade. Fez menção aos sacrifícios pessoais, tão necessários, para que estivessem presentes as 30 regiões tradicionalistas no Rio Grande do Sul, revelando assim a grandeza do evento. Em seu pronunciamento também lembrou a importância dos valores maiores que o MTG preserva, cultua, e que dão a dimensão do cinquentenário da entidade, que muitas vezes é criticada, ou desconhecida, pela sociedade, mas que se sustenta em suas regras, normas e regulamentos, que são sempre analisados e discutidos nos fóruns democráticos, como o Congresso e a Convenção Tradicionalistas, realizados anualmente. Callegaro também falou que o MTG está atento às questões do mormo e GTA e que espera o apoio da Assembleia Legislativa.
Durante o evento, também fez pronunciamento o prefeito de Santiago, Júlio César Viero Ruivo, que destacou o município como um dos mais tradicionalistas do Rio Grande do Sul. Elogiou o CTG Coxilha de Ronda pela sua dedicação e organização, não medindo esforços para que a Fecars fosse realizada no município.
O evento prossegue até domingo, dia 20.
Crédito: Carine Martins
Jornal A Folha Santiago
sexta-feira, 11 de março de 2016
terça-feira, 8 de março de 2016
domingo, 6 de março de 2016
29º Seminário Estadual de Prendas foi um sucesso
O Movimento Tradicionalista Gaúcho realizou no sabado, dia 05 de março o 29º Seminário Estadual de Prendas, em Lagoa Vermelha, tendo como tema ‘MTG – 50 anos de preservação e valorização da cultura gaúcha’. O evento aconteceu no CTG Alexandre Pato (BR 285, km 74).
O evento começou as 9h com a abertura oficial e as manifestações das autoridades. Foram mais de 820 inscritos pela internet. E mais de mil pessoas participando na sede do CTG Alexandre Pato.
As 10h Dilmar Xavier da Paixão, palestrou dobre a tese de Barbosa Lessa: “O sentido e o valor do tradicionalismo”, pois Jarbas Lima teve um problema de saúde e não pode comparecer. As 11h15min formou-se uma mesa redonda com Dilmar Paixão, Hélio Ferreira, Toni Sidi Pereira Aline Almeida e Marco Saldanha Júnior. Foi feita uma homenagem para o senhor Irineu, um dos pioneiros do tiro de laço no Rio grande do Sul.
Realizou-se também a segunda reunião do ano do Conselho Diretor do MTG, em uma das dependências do CTG Alexandre Pato.
Dilmar Paixão recebeu uma homenagem em agradecimento por aceitar o convite para ser o palestrante no Seminário: "Me senti Amarildo, um reserva de luxo de Pelé, na conquista do Bi. Fiz o que meu pai me ensinou ao aceitar, seu Paixãozinho viveu assim, e fez de minha vida e da Dinara a mesma coisa." - concluiu.
De tarde foi a vez de atividades dinâmicas para mexer com a gurizada. Liderados pelas prendas do RS desenvolveram muitas atividades na tarde de sabado.
O evento começou as 9h com a abertura oficial e as manifestações das autoridades. Foram mais de 820 inscritos pela internet. E mais de mil pessoas participando na sede do CTG Alexandre Pato.
As 10h Dilmar Xavier da Paixão, palestrou dobre a tese de Barbosa Lessa: “O sentido e o valor do tradicionalismo”, pois Jarbas Lima teve um problema de saúde e não pode comparecer. As 11h15min formou-se uma mesa redonda com Dilmar Paixão, Hélio Ferreira, Toni Sidi Pereira Aline Almeida e Marco Saldanha Júnior. Foi feita uma homenagem para o senhor Irineu, um dos pioneiros do tiro de laço no Rio grande do Sul.
Realizou-se também a segunda reunião do ano do Conselho Diretor do MTG, em uma das dependências do CTG Alexandre Pato.
Dilmar Paixão recebeu uma homenagem em agradecimento por aceitar o convite para ser o palestrante no Seminário: "Me senti Amarildo, um reserva de luxo de Pelé, na conquista do Bi. Fiz o que meu pai me ensinou ao aceitar, seu Paixãozinho viveu assim, e fez de minha vida e da Dinara a mesma coisa." - concluiu.
De tarde foi a vez de atividades dinâmicas para mexer com a gurizada. Liderados pelas prendas do RS desenvolveram muitas atividades na tarde de sabado.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Editorial do Presidente - Momento de reflexão
O atual momento social nos remete a um cenário de muitas dúvidas, seja pelo ponto de vista econômico e político, seja pelo ponto de vista ético, moral e dos valores nos quais acreditamos. Talvez estejamos vivendo um período de grande reflexão da sociedade, ou pelo menos um momento em que deveríamos estar praticando esta reflexão. Isto não significa abdicar de conceitos e valores consagrados, antes pelo contrário: significa consolidarmos experiências positivas de nossas sociedades, modelos de convivência coletiva que funcionam e preservam aspectos fundamentais de boa sociabilidade.
O ser humano é um "ser social" por natureza e o meio determina sua conduta e comportamento. Baseadas nisto surgiram nossas entidades tradicionalistas, os CTGs, a partir da década de quarenta, semeando por todas as regiões de nosso estado este modelo de preservação e transmissão cultural e social.
A sociedade, como um todo, visualizou neste "modelo" uma forma de inserirmos valores maiores, de orgulho, à nossa identidade cultural e local. Cada entidade tradicionalista, chamada de "Centro de Tradições Gaúchas", passou a ser uma bandeira levantada pela sociedade como forma de identificação com estes propósitos.
A comunidade local enxerga ou enxergava em cada CTG um local imune à deteriorização de valores sociais, funcionando como barreira para a invasão de conceitos "alienígenas" à nossa identidade local. Passado algum tempo esta visão foi sendo de alguma forma deturpada, ou corrompida, por esta mesma sociedade que, em algum momento, encontrou neste mesmo CTG um modelo de civilidade social.
O certo é que aquele CTG passou a ser um problema dentro da própria comunidade que um dia o acolheu como uma solução ou um instrumento adequado usado por esta sociedade na preservação da coletividade local. Nossas entidades hoje estão enfrentando este problema e a cada dia surge uma "interdição" de um CTG. Poderíamos questionar as razões por trás: nossa própria culpa, a falta de conhecimento desta comunidade, legislações cada vez mais rígidas que não olham para este histórico e legado social construído pelos CTGs?
Somos respeitadores, cumpridores e parceiros de nossos governantes e legisladores, mas acredito que devemos todos, a sociedade civil e o Estado, olharmos de forma diferenciada para este modelo social que representa nossos CTGs, locais de trabalho voluntário e de extrema importância social onde cada cidadão "tradicionalista" pratica e preserva sua comunidade.
A simples interdição fecha esta porta, mas abre muitas outras que levam nossos jovens a caminhos que até mesmo aqueles que mandam fechar um CTG não conseguem controlar socialmente. Nossas entidades desenvolvem com grande diversidade e maestria atividades de usos e costumes de nossa identidade. Um povo e seus governantes devem fortalecer estes conceitos, sob pena de serem absorvidos por outros modelos existentes, nem sempre desejados ou positivos.
O Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG continuará lutando pela manutenção de suas entidades, por acreditar que este modelo preserva e transmite valores sociais e morais que garantem nossas famílias e a boa convivência coletiva.
Nairo Callegaro
Presidente do MTG
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