sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Congresso abrirá espaço para relatos de experiências de vida

        64º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Bento Gonçalves, abrirá espaço para relatos de experiências de vida 

- superação pessoal e amor ao tradicionalismo gaúcho (histórias em que tradicionalistas superaram infortúnios, doenças ou acidentes e transformaram essas circunstâncias em motivação para continuar e faze ainda melhor);
- superação institucional (histórias de CTGs que tiveram sérias dificuldades decorrentes de incêndios, vendavais, enchentes que destruíram ou danificaram grandemente seus galpões e isso serviu de motivo para aumentar a união, encontrar novas formas de realização e no final a entidade ficou ainda melhor);
- as propostas devem ser encaminhadas à secretaria do MTG até o dia 15 de dezembro, em forma de "RELATO - Experiência de Vida";
-cada Relato terá o tempo de 10 minutos prorrogáveis a critério do presidente do Congresso, para o seu Relato. Podem ser utilizados recursos como vídeos e apresentações de fotos e materiais, bem como depoimentos.

          Os RELATOS serão apresentados todos na 3a Sessão Plenária do Congresso, sábado -dia 9 - a partir das 10 horas. Nessa mesma sessão será apresentado um vídeo/documentário produzido pela TV Tradição focando a família Nunes, do Peão Farroupilha do RS.

Semana Farroupilha 2016 tratará dos 180 anos da República Rio-grandense

       
      A Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, presidida por Vinícius Brum, Presidente do IGTF, decidiu, no uso de suas competências, na última reunião, no mês de novembro, que o temário e a programação dos Festejos de 2016 serão organizados a partir do tema: "A REPÚBLICA DAS CARRETAS", na comemoração dos 180 anos da Proclamação da República Rio-Grandense
          Em razão disso, não haverá apresentação de propostas de ternário para os festejos de 2016. A Comissão Estadual tratará de apresentar um roteiro básico do ternário durante o Congresso.

A República das Carretas -  Barbosa Lessa
          A Guerra dos Farrapos aconteceu entre 1835 e 1845. Tendo à frente o General Bento Gonçalves da Silva, reuniu uma plêiade de heróis  como poucos já se viu: Davi Canabarro, Antonio de Souza Neto, Giuseppe e Anita Garibaldi, buscando a emancipação da província contra um Brasil cujo império intervinha de forma a comprometer gravemente a política econômica do Rio Grande do Sul.
          Em 1836 implantou-se, na serra do Sudoeste, na cidade de Piratini (que tinha na época em torno de 1.000 habitantes), a capital da República Rio-grandense.  O livro "República das Carretas", de Barbosa Lessa, flagra que a verdadeira capital em certo momento teve de sair de sua seara nada fortalecida e postar-se em carretas, atravessando campos, cidades, comandadas pelo ministro da Fazenda e Interior Domingos José de Almeida - um herói cujas armas eram documentos, saber administrar, providenciar recursos para os rebeldes, e sofrer de saudades a distância da família, ou seja, um herói autenticamente moderno.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Extra! Extra! Saiu o Eco da Tradição de Dezembro

Editorial do Presidente - O Chefe é o Responsável
Opinião - Loiva Calderan fala sobre Mobilização
Congresso - Programação do 64 167 Congresso em Bento
Entrevistas com as 3 primeiras prendas da CBTG
Rodeios - MTG participa de audiencia para defender os rodeios
A voz da gurizada - ‪#‎RioGrandeNosAdote‬
Calendário - eventos oficiais e cursos em 2016
Superação - Willian, uma história de superação e amor a arte
CBTG - Congresso em Sapezal/MT
Natal Gaúcho no Lanceiros da Zona Sul
Premio Amigos de Sant'Anna
26ª RT terá coordenação feminina
Agapito assume o CTG Caiboaté
22ª RT realiza evento do núcleo de fortalecimento da cultura gaúcha

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

MTG participa de audiência em Brasília em defesa dos rodeios

          Os cuidados com os animais, na realização dos rodeios, e a preservação da identidade cultural foram os destaques da Audiência Públicar nesta terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O encontro, realizado em conjunto com a Comissão do Meio Ambiente, teve como enfoque os projetos de lei que elevam a manifestação popular denominada Rodeio Crioulo à condição de patrimônio cultural do país. O deputado federal Afonso Hamm, que foi relator do PL sobre os Rodeios, na Comissão da Agricultura, participou da audiência.
          O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) do Rio Grande do Sul, Manoelito Carlos Savaris, que participou como painelista, por sugestão do deputado Afonso Hamm, apresentou o contexto histórico sobre rodeios, que no estado teve início em 1951, em Esmeralda, no distrito de Vacaria. Ainda observou que é uma atividade de preservação de identidade, com elevada importância cultural, social e econômica. Conforme Savaris, somente no Rio Grande do Sul são realizados mais de 300 rodeios oficiais, 200 festas campeiras e de mil tiros de laço, durante todo ano. No ponto de vista econômico o movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul, responde por ano R$ 1 bilhão e 100 milhões, contribuindo para o estado, em R$ 170 milhões em impostos anualmente.  

          Savaris ainda detalhou sobre a existência de legislação que regulamenta os rodeios, assim como, a série de medidas de proteção dos animais para os eventos, seja no transporte, acomodações, na defesa sanitária, na alimentação, na saúde, nas provas e com a presença constante de médicos veterinários.

Defesa dos Rodeios

          O capitão Augusto fez uma abordagem do Projeto de Lei 1767/2015, que eleva os Rodeios à “Manifestação Cultural Nacional do País”. Ainda relatou sobre o trabalho do deputado Afonso Hamm, que foi relator do PL 2086/2011, que prevê a proibição das perseguições seguidas de laçadas e derrubadas de animais em rodeios, na Comissão da Agricultura e que teve aprovação do relatório por unanimidade, rejeitando o projeto de autoria do deputado Ricardo Trípoli.  O PL agora está tramitando na Comissão do Meio Ambiente. 
          Afonso Hamm comenta que esse projeto trouxe intranquilidade aos organizadores, participantes e apreciadores dos rodeios. E, nesse sentido apresentou relatório pela rejeição do PL, e, em defesa da manutenção dos rodeios e preservação dos seus costumes, cultura e tradição. O parlamentar ainda salientou sobre a participação na audiência, do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC),  José Laitano. Hamm relata que o cavalo crioulo é o animal símbolo do Rio Grande do Sul e que é utilizado nos rodeios crioulos, assim como, os bovinos, seguindo os devidos cuidados. Conforme dados da ABCCC, em 2012, o faturamento é de R$ 1 bilhão e 200 milhões e, agora supera a R$ 1,5 bilhão. Além disso, o setor envolve 48 mil empregos diretos e 238 mil empregos indiretos.

          O parlamentar ainda enfatizou sobre a existência da cartilha que regulamenta o bem-estar animal em competições, estabelecendo as regras adequadas sobre os cuidados com os animais. Hamm relatou que o MTG já extinguiu algumas provas como a cura do terneiro e pealo. Além disso, lembra que os rodeios são devidamente regulamentados pelas Leis 10.519/2002 e 10.520/2002, com normas sobre o tratamento adequado aos animais.

           Também estavam presentes na audiência: os representantes da Associação Brasileira de Vaquejada, Associação Brasileira do Quarto de Milha, MTG do Planalto Central, Rodeovet, especialistas em legislação e Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Declaração oficial do MTG

          A Direção do Movimento Tradicionalista Gaúcho se desculpa publicamente por erro na divulgação de uma planilha incorreta relativa a danças tradicionais força A do ENART 2015.
          A incorreção foi devida ao não descarte da maior e menor nota de cada quesito de avaliação.
          Publicamos neste espaço a carta da empresa responsável pelo fornecimento da planilha equivocada, do documento assinado pelas entidades envolvidas na definição de campeã e vice-campeã da modalidade de danças tradicionais e a nova planilha, agora com a eliminação das notas dos extremos, cumprindo o que determina o paragrafo 2º do Art. 18 do regulamento do ENART.





Editorial do Presidente - O Chefe é o responsável

         O chefe é o responsável. Esta é uma afirmação muito ouvida, sempre repetida, correta, me parece. Existe o chefe porque é necessário que alguém tenha a última palavra, que possa responder, que corporifique a instituição.

          No MTG não é diferente do restante da sociedade. O responsável pelo que ocorre no CTG é o Patrão. Na Região é o Coordenador. No MTG é o Presidente. Em última análise é isso. De pouco ou de nada adianta mostrar que tal fato ou determinada falha não foi cometida pelo chefe. Pouco importa se foi a cozinheira que deixou o feijão queimar, se foi o capataz que não cumpriu o regulamento, se foi uma empresa contatada que errou a soma das planilhas. O responsável será o chefe. 

          Quem se dispõe a ser o primeiro da fila, o chefe, sabe que está sujeito a responder por coisas que ele não fez, mas que algum subordinado ou vinculado a ele fez. A chefia é para o bem e para o mal, para os elogios e para as críticas, para a fotografia e para o isolamento. Aliás, na escola da caserna se aprende que a função de comandante é solitária e que as decisões que ele adota repercutem e atingem a toda a corporação.

           Claro que na cadeia de comando, há, normalmente, o exercício de chefias intermediárias e que cada chefe responde no seu nível de responsabilidade, mas sempre será o chefe maior o responsável. Em razão disso há, direta ou indiretamente, o deseja de que o chefe maior seja afastado. Aparentemente isso é injusto, mas esse conceito está cristalizado na sociedade e, portanto, deve ser entendido como uma coisa necessária para acalmar os ânimos, para purgar os “pecados”, para dar esperança e nova vida às instituições.

           Neste último ENART, o de número trinta, comemorativo, ocorreu um erro que não podia ter ocorrido. Foi um fato que será lembrado por muito tempo. Foi um equivoco simplesmente lamentável e inadmissível para as condições tecnológicas modernas e investimentos que realizamos para contar com uma condição confiável e isenta de erros. Quem errou? Para a sociedade pouco importa. Para os tradicionalistas, também pouco importa. O que interessa? Houve um erro no ENART, o evento é de responsabilidade do MTG, e o presidente do MTG é o responsável. Simples assim. Pois assumo a responsabilidade. Assumo a culpa.

          Não era essa a forma que eu tinha imaginado me despedir da direção do MTG. Não era isso que eu queria quando assumi pela sétima vez a chefia do Movimento. Não era isso que eu queria para a imagem do ENART. Não era por isso que eu queria ser lembrado. 

          Peço desculpas aos meus amigos. Peço desculpas à diretoria do Movimento. Peço desculpas à minha família. Agradeço a todos que estivaram ao meu lado neste momento de desconforto e digo a todos que ofenderam, que agrediram, que destilaram seu fel contra o Movimento e contra mim: não sejam injustos com o MTG (que somos todos), agridam somente a mim e quando forem chefes tenham a felicidade de não precisar responder por aquilo que não fizeram.

          Em 10 de janeiro de 2016, no final do Congresso, em Bento Gonçalves, deixo a chefia e voltarei a ser somente um peão apaixonado pela tradição gaúcha, comprometido com o Movimento, disponível para ajudar. O novo presidente do Movimento é um amigo, um homem de bem, um homem honesto, o que não o livrará de passar por situações que só cabem ao chefe.

Manoelito Carlos Savaris
Presidente

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Revisão das notas do Enart confirma Aldeia dos Anjos campeã

            O Movimento Tradicionalista Gaúcho reuniu na noite de segunda-feira, 23 de novembro, representantes dos CTGs Aldeia dos Anjos e Tiarayu e da 1ª Região Tradicionalista, para conferência e recontagem das notas relativas às apresentações de danças tradicionais Força A.
           Todas as planilhas originais foram analisadas e recalculadas manual e eletronicamente e confirmaram a primeira colocação do CTG Aldeia dos Anjos e segunda colocação do CTG Tiarayu. Durante a reunião, realizada na sede do MTG, o vice-presidente de eventos, José Roberto Fishborn, explicou uma falha no sistema, que foi produzido por uma empresa terceirizada.
           Segundo o presidente do MTG, Manoelito Savaris, o MTG prima pela transparência e neste processo de questionamento das notas do Enart, um dos mais expressivos eventos de arte amadora da América Latina, não foi diferente. “Se tivéssemos que chamar ambos CTGs e fazer a troca de troféus, nós sem dúvida faríamos", disse Savaris. "Não tenham dúvidas quanto ao trabalho, dedicação e isenção", afirmou.

          Um documento oficial será assinado pelo MTG, 1ª Região Tradicionalista e CTGs Aldeia dos Anjos e Tiarayu reconhecendo o resultado do Enart. Também será publicada a correspondência da empresa admitindo o erro no sistema. Outro esclarecimento será feito pelo MTG sobre planilha com equívoco que circulou nas mídias sociais. Sobre a repercussão nas mídias sociais, Savaris lamentou o clima de ofensas, completamente desnecessário.