quarta-feira, 15 de março de 2017

MTG registra mais uma vitória na Justiça em ações movidas por narradores de rodeios

           O Movimento Tradicionalista Gaúcho, presidido por Nairo Callegaro, comemorou nesta semana mais uma vitória na Justiça, desta vez em ação movida pelo narrador de rodeios Eder Antonio de Azeredo. Azeredo pedia anulação das penalidades impostas por descumprir normas do Regimento Interno de Narradores, alegava decorrentes prejuízos em seu trabalho e pedia a anulação do artigo que estabelece a exclusividade dos membros do Departamento para narrarem somente rodeios realizados por entidades filiadas ao MTG.
         

            A juíza Carla Patrícia Boschetti Marcon Della Giustina, da 7ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre, na sentença afirmou que não compete ao Poder Judiciário alterar o Regimento Interno do Estatuto do Movimento Tradicionalista Gaúcho e salientou que o próprio autor participou da deliberação que definiu a cláusula de exclusividade. Também afirmou que o narrador não está impossibilitado de exercer sua função e manteve as penalidades por descumprimento do Regimento Interno.

MTG já teve vitórias anteriormente

           Anteriormente o narrador Ubirajara Carlos Gomes havia entrado na Justiça solicitando anulação do artigo 49, ocasião em que a Justiça reconheceu a legitimidade do Regimento Interno do Departamento de Narradores. Outra vitória aconteceu em processo movido pelo narrador Gustavo Leite de Oliveira, que pedia vínculo empregatício com a instituição, não concedido pela Justiça.

Fonte: Sandra Veroneze
Assessoria Imprensa MTG

quinta-feira, 9 de março de 2017

MTG realiza curso para Avaliadores de Prendas e Peões

           Ideologia do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Noções de Campeira e Manifestações Artísticas são alguns dos temas que serão abordados no Curso para Avaliadores de Prendas e Peões, nos dias 11 e 12 de março, em Arroio do Meio, na 24ª Região Tradicionalista.

           Segundo a vice-presidente de Cultura, Anijane dos Santos Luiz Varella, o curso é voltado para diretores culturais, avaliadores campeiros e artísticos dos CTGs – Centros de Tradições Gaúchas e será realizado no CTG Querência do Arroio do Meio, localizado na Rua Alice Ferreira Rodrigues, 869.

           Segundo Carla Augusta Farias de Moura, do Departamento de Formação Tradicionalista, são aguardados representantes das 30 regiões tradicionalistas.
Confira a programação:

Sábado, 11 de março

8h - Recepção
9h - Abertura Oficial
9h 15min – Palestrante Manoelito Carlos Savaris
Tema: Ideologia do Movimento Tradicionalista Gaúcho
11 h - Palestrante Marco Antônio Varela
Tema: Ética nos processos avaliativos

12 h – Almoço
13h 30min – Palestrante Anijane Varela e Carla Thoen
Tema: Relatório (Forma de Avaliação)
14h 45min – Intervalo       
15h: Palestrante Madeline Zancanaro
Tema: Manifestações Artísticas (Música, Declamação entre outros)
16h 30min: Ana Paula Labres e Murilo O. Andrade
Tema: Indumentária

Domingo, 12 de março

9h – Palestrante José Alvoni Araujo e Lairton dos Santos
Tema: Noções de Campeira
10he30min  – Palestrante Marcio Avozani  Albrech
Tema: Forma de Avaliação das Planilhas (Ciranda Cultural de Prendas e Entrevero de Peões)

quarta-feira, 8 de março de 2017

“Terá Acampamento Farroupilha em Porto Alegre”, afirma presidente do MTG

            O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, confirmou na manhã desta quarta-feira a realização do Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre, durante o mês de setembro. O questionamento acerca da viabilidade do evento surgiu após entrevista do prefeito Nelson Marchezan na TVE, em que reiterou o corte de verbas para eventos, e o anúncio do cancelamento do Rodeio de Porto Alegre.

           Segundo Callegaro, as tratativas com a Prefeitura Municipal já foram realizadas. “Nós não precisamos verba da prefeitura. Já em 2016 o evento foi autossustentável, sem o aporte de recursos públicos”. O que os organizadores do evento necessitam, e segundo Marchezan está garantindo, é a participação da prefeitura na realização dos serviços que são pertinentes à esfera pública, como liberações de licenças para utilização do parque.

            O presidente do MTG lembra que a Carta de Princípios do MTG preconiza que a entidade seja parceira do Estado na resolução de seus problemas e que desde o ano passado a diretoria e conselho estão reformulando a maneira de realizar os eventos. “Anteriormente tínhamos forte parceria com os Municípios. Para este ano estamos trabalhando de outra forma. Inclusive, a Festa Campeira do Rio Grande do Sul, evento nosso que está em sua 29ª edição, terá seu lucro revertido em benefício de Rolante, onde será realizado, e que teve um prejuízo imenso com as enxurradas no início do ano”.

            O Movimento Tradicionalista Gaúcho abrange 1.700 CTGs no Rio Grande do Sul.

Saiu o Eco da Tradição de março


segunda-feira, 6 de março de 2017

Iniciados preparativos para acendimento da Chama Crioula 2018

           O presidente do MTG, Nairo Callegaro, e o vice-presidente campeiro, José Araújo, estiveram nesta quinta-feira, 23 de fevereiro, em Iraí, na 28ª Região Tradicionalista. O município será sede, em 2018, do acendimento e distribuição da Chama Crioula, evento que marca o início dos festejos farroupilhas.

           O MTG foi recebido pelo prefeito da cidade, Antonio Vilson Bernardi. Também estiveram presentes no encontro o conselheiro do MTG, Silvio Rossato, e o coordenador da 28ª, Fabio Joel Irschlinger. O grupo também visitou o CTG Minuano.

           Localizada no norte do Rio Grande do Sul, distante 450 quilômetros da capital do Estado, Iraí tem aproximadamente 8 mil habitantes. Faz parte da Rota Águas e Pedras, composta por municípios que apresentam diversos atrativos, como balneários, lama com propriedades curativas, Igreja com arquitetura diferenciada, pedras preciosas, água mineral e termal.

           O acendimento da chama crioula é hoje um dos mais importantes eventos do calendário tradicionalista gaúcho e repete-se, anualmente, desde 1947, quando um grupo de jovens, conhecido como Grupo dos 8, retirou uma centelha da pira da pátria e conduziu do Parque Farroupilha até o Colégio Júlio de Castilhos, iniciando um movimento de resgate e preservação dos usos e costumes gaúchos que também impactou na criação do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

           Em 2017 a chama será gerada e distribuída em Mostardas.

Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG

Foi um sucesso o 30º Seminário Estadual de Prendas em São José do Ouro

Evento anual, organizado pelas Prendas Estaduais, levou quase 600 pessoas para São José do Ouro, 29ªRT e teve a presença da idealizadora como palestrante

            O Seminário Estadual de Prendas que está em sua 30ª edição começou nos anos 80, do século passado, na cidade de São Sebastião do Caí. No ano de 1986, o concurso de prendas premiou, pela primeira vez, a 3ª Prenda do estado, e a 15ªRT conquistou, além da 3ª Prenda, na categoria adulta, mais duas faixas e ambas da mesma entidade: O Grupo Folclórico Tapirapé. Foi aí que nasceu a ideia.
           Sandra Henz, 3ª Prenda do RS, 1986/1987, juntamente com Adriana Loureiro, 3ª Prenda Juvenil, e a menina, Fabiana Vieira Vier, 2ª Prenda Mirim do estado, foram as anfitriãs do 1º Seminário Estadual de Prendas. “Estou muito feliz em poder ter contribuído para o fortalecimento e engrandecimento do Movimento Tradicionalista Gaúcho, ter sido 3ª Prenda do Rio Grande do Sul e idealizadora do 1º Seminário de Prendas do estado. Isso não me deixa mais orgulhosa de que ser um dos ‘Anjos da Guarda’, um movimento voluntário que já foi destaque no programa: Voluntários Bradesco - 2015 considerado entre os seis melhores projetos voluntários do Brasil” – disse Sandra, que palestrou sobre o tema anual do MTG: “Voluntariado”.
           O Prefeito Antônio Bianchin destacou a coragem e parabenizou pela realização do evento inédito. O presidente do MTG, Nairo Callegaro, agradeceu a recepção, elogiou os encaminhamentos dentro da 29ª RT e, também, ao CTG.  Sobre o tema central do encontro, disse que “é só encarando os desafios que seguiremos com o movimento”.  Disse, ainda, sentir que os jovens “estão fazendo uma bela leitura da abertura de mentes dentro do movimento”. 
            Márcia Gusi, Cristieli Camargo, Tomás Savaris e Murilo Andrade participaram de mesa redonda, no Seminário, com o tema: “Música”. Teve ainda, o ambiente lotado para a palestra "A música e sua trajetória no tradicionalismo gaúcho", com músico Vinicius Brum. Foram 507 inscrições para o Seminário, de jovens oriundos de diversas cidades do Rio Grande do Sul. No momento cultural do evento, em São José do Ouro, teve apresentação do Aldeia Teatral, de Machadinho.
Fotos: Eridio Silveira

quinta-feira, 2 de março de 2017

Editorial d o Presidente - Está iniciando um novo tempo. Você vem?

          O atual momento que estamos passando é de profundas transformações e um período de transição entre os 50 anos de história de nossa entidade e a preparação para o próximo cinquentenário. Digo isto baseado em inúmeras observações que tenho feito nesta caminhada pelo Rio Grande. Sinto no olhar de cada tradicionalista a esperança de que algo de novo possa acontecer, renovando a esperança e promovendo o resgaste dos verdadeiros ideais dos jovens de 1947.

           Tenho certeza de que em algum momento desta caminhada nos perdemos dos propósitos iniciais do Movimento. Falamos em simplicidade, tradicionalidade, mas o que efetivamente estamos fazendo, que posições tomamos neste momento? Vários movimentos colocam na mesa novos posicionamentos e temos que optar entre continuar fazendo do mesmo jeito ou optar pelos avanços necessários.

           Tudo tem seu preço, não nos enganemos. As mudanças cobram posicionamentos sérios, com responsabilidade, deixando de lado “compadriamentos” e “amizades” completamente permeados de “interesses”. Talvez o nosso grande desafio seja justamente quebrar estes paradigmas e muitos serão convidados a saírem de suas zonas de conforto. Eu não acredito que tantas manifestações, depoimentos emocionantes realizados por dirigentes de CTGs, que são contrários ao atual modelo (nos aspectos em que deixa de lado a essência e a naturalidade do movimento organizado) não seja capaz de inspirar e fazer acontecer um novo tempo.

           A distorção de conceitos e modelos que ocorrem especialmente nas redes sociais é incrível. Pequenos grupos defendem com grande habilidade interesse pessoais, interesses de manterem-se no comando ditando regras e sistemas que levam à descrença de nosso movimento e que beira a falência em algumas entidades. Isso tudo gera uma ilusão de que podemos chegar a um novo que nunca alcançaremos.

           Por isto digo que vivemos, nesta transição, um período extremamente importante. Devemos olhar para o passado, olhar para aqueles que construíram esta caminhada, e também olhar para aqueles que vão conduzir o movimento ao seu futuro. Mas para isso devemos ter a humildade e a grandeza de realinharmos nossa trajetória.

            A juventude deve ser efetivamente preparada para conduzir as mudanças. Os jovens  devem fazer e estabelecer estes questionamentos, construir juntos novas alternativas, oportunizar às entidades filiadas e à sociedade um novo modelo, mais contemplativo, abrangente e coletivamente mais solidário.

           Acredito e tenho plena convicção de que as lideranças do movimento (dirigentes do MTG e das mais de 1700 entidades), estão recuperando esta consciência de que devemos e podemos fazer avanços. Não temos outra escolha. Ou seguimos no modelo atual e continuamos estagnados, imóveis, sem capacidade de reação, ou com coragem estabelecemos em novo conjunto, em perfeita harmonia e unidade, abrindo uma nova estrada que permita uma caminhada igual e segura a todos.

           O tradicionalismo gaúcho é cada um de nós e nesse sentido convido cada um dos tradicionalistas a fazerem uma reflexão sincera e profunda. Lembre-se de quando conheceu o tradicionalismo, o momento exato em que se encantou com a vida que pulsa em um CTG. Lembre-se dos primeiros envolvimentos, sentindo que realmente fazia parte de algo especial. Esses sentimentos ainda vivem em você? Mais: fazem você vibrar, se emocionar e querer agir, a contribuir, não importa se faz tempo feio ou tempo bom, se é longe ou perto? Se sim, é de você que nosso movimento precisa.

           Vamos juntos multiplicar e consolidar este momento, que é de transição, sim, mas que é também de plantio. Este é o momento da escolha das sementes que queremos que frutifiquem num futuro não tão distante. Estas mudanças são esperadas e bem no íntimo aguardadas por todos gaúchos e tradicionalistas de coração, que acreditam, que acalentam um ideal, aqueles que quando pisam num CTG sentem que estão em casa.

           Os próximos 50 anos pedem esses tradicionalistas. Aqueles que não concordarem, que saiam, ou se manifestem, para que possamos construir com diálogo, interação.

           Vamos avante. “Desta jornada ou se volta com Honra ou não se volta”. (General Flores da Cunha – 1930).